Olá, hoje contaremos um pouco da história de Agatha Mary Clarissa Miller; Agatha Christie, a dama de todos os mistérios. A importância de sua biografia para os disléxicos reside, justamente, no fato de ter sido ela uma das maiores escritoras de romances policiais de todos os tempos. Além de o fato ser em si mesmo um feito prodigioso nos serve como uma ferramenta a mais na busca de se quebrar rótulos limitadores como ocorre com a dislexia. E por falar em limitação, deixo para todos vocês o meu incentivo para que busquem por informações e lancem-se sem medo na busca de novas alternativas para lidar com essa condição especial e tão nossa. Embora, eu acredite piamente nas pesquisas e no laborioso esforço dos profissionais das mais diversas áreas que lidam com o assunto, creio mesmo que só cada um pode encontrar para si sua justa medida de sucesso a ser obtido em tudo o que pretender realizar. As barreiras estão onde acreditamos que estejam. E se nos dizem que a dislexia é uma “deficiência para aquisição da linguagem escrita e oral, além dos cálculos” podemos até mesmo nem tentar fazer algo que envolva diretamente uma ou todas estas áreas. Imaginem, se essa informação fosse tão categórica e determinante não teríamos um Einstein na física ou uma Agatha na literatura policial, não é mesmo? Pensem nisso e Carpe Diem!
A fabulosa Agatha nasceu em Torquay, condato de Devonshire, Inglaterra a 15 de Setembro de 1890. Criada numa família tipicamente vitoriana foi preparada para que se tornasse uma profissional de canto lírico ou pianista, o que não ocorreu devido sua dedicação aos poemas e contos.
Recebeu toda a sua educação em casa até 1941, quando se casou com o Coronel Archibald Christie, de quem herdou o sobrenome que usara até o fim de sua vida.
Durante a Primeira Guerra Mundial Agatha se alistou como voluntária no exército da Cruz Vermelha, onde serviu como enfermeira e também como funcionária da farmácia e do dispensário, experiências que lhe forneceriam informações preciosas sobre poções venenosas e ações medicamentosas as quais usaria de forma preciosa em seus romances.
Acredita-se que sua experiência literária tenha sido iniciada a partir de um desafio que sua irmã lhe propôs para que escrevesse uma história policial de forma que o leitor não conseguisse descobrir o assassino até o final da leitura. Assim teria surgido O Misterioso Caso de Styles, que teve como protagonista um belga chamado Hercule Poirt, inspirado nos vários políticos belgas que se refugiaram na Inglaterra naquela época. Hercule Poirot seria, ainda, protagonista de uma série de outros livros, se consagrando como um dos maiores detetives já criados. Porém, a atenção do público para suas obras só veio em 1926 com O Assassinato de Roger Ackroyd.
Todo o mistério de suas tramas ficcionais passou a fazer parte de sua vida pessoal quando Agatha desapareceu neste mesmo ano, deixando pistas difusas que confundiram toda a polícia inglesa, o que levantou forte suspeita de autopromoção.
Em 1930, a romancista já divorciada, casou-se novamente. Desta vez com Max Mallowan, arqueólogo, com quem empreende viagens pelo Oriente tendo, inclusive, participado dos seus trabalhos de escavações. Por ocasião destas mesmas viagens a autora encontra inspiração no Oriente para muitas de suas obras de sucesso como: Morte no Nilo, Intriga em Bagdá e outros. Novos personagens surgiram em sua literatura, como Miss Jane Marple, uma velhinha simpática e profunda conhecedora da natureza humana, moradora da pequena Saint Mary Mead. Miss Marple estreou no livro Assassinato na Casa do Pastor.
Agatha Christie foi autora de cerca de 300 obras (entre romances de mistérios, poesias, peças para rádios e teatro, contos, documentários, uma autobiografia e seis romances publicados sob o pseudônimo de Mary Westmacott). Foram publicados mais de 80 livros seus que venderam mais de 1 trilhão de cópias em todo o mundo, fazendo da autora a maior escritora de romances policiais de todos os tempos. Seu talento e seu papel na literatura e nas artes foram oficialmente reconhecidos em 1956, ano em que foi distinguida com o título de Commander of the British Empire. Em 1971, a Rainha Isabel II a consagrou com o título honorável de Dame of the British Empire. A Rainha do Crime, ou a Duquesa da Morte (como ela preferia ser designada) faleceu no dia 12 de Janeiro de 1976 (e seu marido dois anos mais tarde), deixando par trás um legado universal traduzido para mais de cem línguas. No ano de 2000, a 31st Bouchercon World Mistery Convention galardoou Agatha Christie com dois prêmios: a considerou a Melhor Autora de Livros Policiais do Século XX e os livros protagonizados por Hercule Poirot a Melhor Série Policial do mesmo século.
O livro Cai o pano, que narra a última aventura do famoso detetive Hercule Poirot, embora tenha sido escrito em 1940, fora publicado em 1975. Isto porque Agatha preferiu matar a seu personagem mais famoso para evitar publicações póstumas – acaso não sobrevivesse à Segunda Guerra Mundial - com as quais não concordaria. A mesma providência tomou a autora com relação à sua personagem Miss Marple em Um Crime Adormecido, também escrito na década de 40. Tal atitude viria, também, a salvaguardar a renda proveniente de suas obras que legou a sua filha e esposo.
Fontes de pesquisa:
Wikipédia:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Agatha_Christie
Edições ASA:
http://www.asa.pt/autores/autor.php?id_autor=1082